Conversar sem julgamento: tudo o que você precisa saber

Você já se sentiu desconfortável ao falar com alguém, só pelo olhar? Certamente era alguém que não sabe conversar sem julgamento. Entenda por que isso é importante e como desenvolver na sua vida, seja ela pessoal ou profissional.

Parece fácil conversar sem julgamento, mas será que você realmente consegue?

Já aconteceu com você de, quando tenta desabafar, a pessoa do outro lado não sabe conversar sem julgamento? Tem gente que só diz o que está certo ou o que está errado… como se seu pensamento fosse uma verdade absoluta.

Além de ser muito chato, pode abalar não só a autoestima, mas também o julgamento sobre quem ouve. Agora, imagine se você consegue falar e ouvir sem nenhum julgamento! Todas as relações ficam mais fluidas e tendem a ser prazerosas. Complicado? Nada disso, é uma questão de prática. Entenda melhor nesse artigo.

Conversar sem julgamento não é normal

Sim, vamos começar com polêmica. De acordo com o livro ‘A psicologia social de perceber os outros com precisão‘, publicado pela Universidade de Cambridge, nós julgamos sim. Segundo os autores, “julgar a personalidade de outras pessoas é um fenômeno social amplamente difundido no início do processo de relacionamento”.

É através do julgamento que determinamos se o relacionamento é válido ou não. 

E mais, o grau de acerto nesse julgamento vai influenciar a forma como o ambiente social é formado. Ou seja, é uma forma instintiva que usamos para construir nossa sociedade tal como ela é. Mas será que é de todo saudável?

Um estudo publicado no Boletim de Personalidade e Psicologia Social (SAGE Journal), procurou entender “até que ponto os julgamentos sobre o comportamento das pessoas são influenciados pela ‘verdade’ ou por preconceitos sistemáticos”.

Concluíram que o julgamento é afetado pelo que os observadores pensavam dos alvos, antes do seu comportamento. Além disso, amigos tendem a ser mais benevolentes em seus julgamentos que a estranhos.

Em outras palavras, julgamos sempre. Quem está em volta e os preconceitos têm sim influência sobre o julgamento. Além disso, tendemos a ser mais ‘bonzinhos’ com pessoas do nosso círculo de convívio do que com pessoas que não conhecemos.

Mas isso nem sempre é bom, pois muitos atritos nascem exatamente dessa análise superficial e imediatista, principalmente em diálogos. Veja então como conversar sem julgamento no dia a dia.

Porém é possível

Primeiro de tudo, para começar a conversar sem julgamento, você deve se lembrar de uma coisa: você está comparando uma pessoa diferente, única, de acordo com o que considera verdade. Ou seja, é como se você detivesse o poder de estar sempre certo e ou outro deveria se adequar. Nada legal, né? Naturalmente fazemos isso… porém, dá para mudar. Veja como ser mais aberta e ter conversas mais saudáveis e maduras.

1. Perceba o julgamento

As vezes nem nos damos conta de que estamos julgando outra pessoa. Então, é preciso algum treino para conseguir perceber e mudar o comportamento. Esteja atenta e presente, tanto nas conversas como até mesmo com o seu pensamento.

2. Entenda porque você julgou dessa forma

Por que você se sentiu incomodada? Procure buscar na sua educação, experiências anteriores, estereótipos e claro, preconceitos, a origem do sentimento. Veja também se não tem relação com alguma insegurança, tentando se sentir melhor ao diminuir a outra pessoa.

3. Olhe por outro ângulo

Tenha empatia e perceba os motivos que levam a outra pessoa a agir ou falar de certa maneira. Certamente, também você já fez muitas coisas que outras pessoas julgaram estranho ou errado. Então, para que continuar alimentando esse ciclo? Que cada um seja feliz da sua forma!

4. Respire de forma consciente

No início do processo de abrir a mente e conversar sem julgamento, milhares de pensamentos vão passar pela sua mente. Claro, que muitos deles serão críticas e conceitos enraizados. Deixe que passem e respire de forma consciente, acalmando o fluxo de ideias e ouvindo com a mente aberta.

Veja uma técnica interessante de respiração consciente para praticar:

5. Reverta o processo

Toda vez que um pensamento desses vier à sua mente, imagine o contrário. Se achou que tal pessoa é muito fácil, por usar uma roupa inadequada (na sua opinião), troque por outra frase. Que tal algo como ‘ela está deslumbrante hoje, que bom’.

6. Não se cobre tanto

Pessoas perfeccionistas tendem a julgar os outros e a si também. Dessa forma, acabam pegando pesado na autocrítica, o que leva à baixa autoestima. E o que esse sentimento gera? Exato, excesso de julgamento das outras pessoas.

Processe e passe conversar sem julgar

Ok, tudo isso acontece dentro da sua mente. Mas e quando, sem querer, você simplesmente deixa seus julgamentos escaparem? Isso pode acontecer em uma roda de conversa, naquele chat despretensioso e em muitas outras situações do cotidiano.

Por isso é fundamental pensar muito bem antes de falar – ou escrever – trabalhando seus inprintings e adotando uma postura empática para com o outro. Afinal, cada um tem direito a ser exatamente o que é e fazer o que bem quiser, desde que dentro das leis. O que você acha… concorda? Discorda? Queremos ouvir sua opinião!

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